É importante estarmos unidos: vem pro PSOL!
Há momentos em que não basta torcer. Não basta esperar que alguém faça o que precisa ser feito ou só votar em quem é capaz de defender as causas justas. Estamos justamente em um momento da história em que nos é exigido coragem para defender e para mudar o Brasil. Se estivermos dispersos, o preço pode ser caro demais já que existem forças reacionárias de extrema direita disputando o cotidiano, as ideias, o sentimento e a ação de milhões pelo mundo e pelo Brasil.
Ser do PSOL é construir o destino com as próprias mãos. É descobrir que a dor que parecia apenas minha tem o mesmo sotaque em milhares de casas. Que a revolta contra as injustiças que aperta o peito também habita outros corpos. Que o desejo obstinado de uma vida melhor não é uma fraqueza íntima, mas é uma força. Tomar partido é reconhecer que a indignação, sozinha, se dispersa. A esperança, sozinha, corre o risco de se tornar apenas espera. É por isso que existem os partidos.
Um partido é a memória organizada das lutas populares. É a ferramenta que transforma revolta em estratégia. É onde a solidariedade ganha permanência e a esperança adquire método. Tomar partido é dizer: nada sobre nós sem nós. É descobrir que aquilo que sentimos individualmente, a revolta diante da injustiça, o desejo de uma vida melhor, pode se transformar em vontade coletiva. É decidir transformar indignação em organização. Solidão em comunidade. Esperança em ação.
Infelizmente, no andar de cima, foi construída a ideia de que a política pertence aos profissionais do poder. Que nada poderia mudar e o nosso papel era suportar: o ônibus lotado, o preço do feijão, o medo ao voltar para casa, a fila do posto de saúde, o salário que não alcança o fim do mês. E muitos acreditaram. Mas há uma mentira maior do que todas as outras: a de que a nossa ausência seria melhor. Não é. Porque se os de baixo abandonarem a política, os de cima continuarão fazendo política todos os dias.
Porque ninguém transforma a realidade sozinho. Mas quando quem carrega o mundo nas costas descobre a força que têm; quando a indignação encontra organização; quando gente comum decide fazer coisas extraordinárias juntas, a história muda de lado. Esta cartilha é um convite para conhecer o PSOL, sua história, seus valores e suas lutas. Mas, sobretudo, um convite para descobrir que você não está sozinho(a) e juntos podemos ser mais fortes.
Chegou a hora, vem tomar partido com o PSOL!
Vem pro PSOL, o partido da luta antifascista
Ser do PSOL é dar um passo importante para a luta antifascista. Somos conscientes de que essa é a luta mais importante para a nossa geração. Essa tarefa não é só de quem foi eleito, pelo contrário, ela precisa se tornar uma compreensão e uma ação de milhões de pessoas pelo mundo para que possa ser plenamente vitoriosa.
O PSOL é um instrumento para essa luta que precisa ser organizada nas ruas, nas redes, nos bairros, nas escolas, universidades e local de trabalho. Afinal a política atravessa a nossa vida concreta, o que existe de mais urgente, mas alcança também os acontecimentos mais extraordinários da história. A política está na mesa do café da manhã e no prato que falta. Na escola que acolhe. No posto de saúde. Na floresta preservada ou reduzida a cinzas. No tempo roubado pelo transporte. Na riqueza produzida por milhões de mãos e apropriada por poucos bolsos. A política é o nome que damos às escolhas que organizam a vida.
O PSOL está do lado da trincheira que sabe que a extrema direita é a defensora dos privilégios de um sistema que produz exaustão, isolamento e competição permanente, de uma vida em que tudo virou desempenho, algoritmo e mercadoria. Enquanto eles defendem os interesses de bancos, bets e bilionários e espalham violência, a juventude e a classe trabalhadora fazem sacrifícios diários. Mas eles não são invencíveis. Precisamos e podemos derrubar o sistema que pariu a extrema direita e impedir que eles continuem a disputar o poder.
Por isso, nós resistimos à barbárie, defendemos a unidade de toda a esquerda para resistir nas ruas e nas eleições, mas também precisamos ir além na construção de um projeto socialista e popular para o nosso país. Afinal, o Brasil está entrando em uma nova etapa histórica. E ela será definida por uma pergunta simples: quem terá coragem de construir o futuro? O futuro não pertence aos que lucram com a guerra, com a fome e com a destruição do planeta. O futuro não pertence aos donos das plataformas, nem aos que usam o medo como projeto político. É, por isso, que o PSOL também disputa a esperança e a imaginação com o futuro, defende a vida acima do lucro e luta por uma vida rica de sentido.
O futuro está vindo para provar que é possível renovar a esquerda, sem abandonar o melhor da história que foi construída até aqui. Está vindo para fortalecer a voz das ruas. Nós temos esperança no futuro. Esperança não é espera. Esperança é movimento. Esperança é organização. Esperança é gente comum decidindo fazer coisas extraordinárias juntas. Filie-se. Venha disputar o futuro no presente com a gente.
20 anos de história, resistência e esperança
Em 2025, o Partido Socialismo e Liberdade celebrou orgulhosamente duas décadas desde a sua legalização, que foi conquistada em 15 de setembro de 2005. O surgimento do PSOL foi um marco na esquerda brasileira, porque colocou em cena um novo instrumento político a serviço da reconstrução de um projeto socialista à altura dos desafios do século XXI: profundamente democrático, enraizado nas lutas sociais e orientado pela transformação estrutural da sociedade brasileira.
Desde então, o PSOL esteve presente nos momentos mais importantes da vida política brasileira. Manteve o seu compromisso histórico de enfrentar propostas neoliberais que atacam direitos sociais essenciais do povo brasileiro. Defendeu a democracia diante do golpe contra Dilma Rousseff de 2016. Foi um agente protagonista da unidade da esquerda para combater a extrema direita, sem medo de fazer o justo enfrentamento com o centrão e o conservadorismo. Não demos um minuto de paz para os governos Temer e Bolsonaro. Atuamos na defesa da classe trabalhadora, do povo que vive nas periferias, da juventude, dos povos indígenas, das mulheres, da população negra, da comunidade LGBTQIA+, do meio ambiente e dos serviços públicos.
Em mais de 20 anos de estrada, o PSOL ajudou a projetar lideranças reconhecidas por sua combatividade e compromisso com as causas populares. O partido cresceu e amadureceu, sem abrir mão do seu compromisso com a radicalidade, com a utopia na disputa do futuro e a disposição de luta pelas necessidades concretas e urgentes do povo brasileiro.
Tudo isso transformou o PSOL em um partido necessário para a renovação das ideias de esquerda no país e em uma força política com a ousadia e a disposição de disputar ativamente a hegemonia na sociedade brasileira. Temos orgulho do passado, somos mais de 300 mil filiados em todo o país, mas sabemos que ainda há muito pela frente para conquistar. Mais vale o futuro que ainda estamos por construir juntos!
Marcas e valores do PSOL
Nascer da coragem de não abrir mão dos princípios
O PSOL nasceu em 2004, quando parlamentares foram expulsos do PT por se oporem à reforma da Previdência do primeiro governo Lula. Sua origem foi uma escolha política: não aceitar que governar significasse abandonar compromissos históricos com os direitos sociais dos trabalhadores.
Fazer um partido militante, com as próprias mãos
O PSOL conquistou seu registro eleitoral em 2005 por meio de uma campanha nacional de coleta de assinaturas, mobilizando milhares de pessoas. Nasceu da militância e, desde o início, afirmou que a política pode ser construída de baixo para cima, com participação, organização e compromisso coletivo.
Defender a democracia sem renunciar à radicalidade
O PSOL denunciou o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, como um golpe contra o povo brasileiro e esteve na linha de frente da resistência ao avanço autoritário. Enfrentou o bolsonarismo nas ruas, no Congresso e nos tribunais, provando que é possível construir a máxima unidade da esquerda contra os retrocessos, realizar a defesa das liberdades democráticas e seguir na disputa dos rumos do país, com as mudanças estruturais em favor do povo brasileiro e da juventude.
Colocar a vida acima do lucro e combater o negacionismo
Durante a pandemia, o partido defendeu incansavelmente a vacinação, o SUS e a proteção de quem mais precisava. Disputou a ampliação do valor do auxílio emergencial para R$ 600 e a garantia de duas cotas, de R$ 1.200, para famílias monoparentais. Também atuou judicialmente contra despejos e remoções nas periferias durante a crise sanitária. Diante do negacionismo, afirmou a defesa da ciência. Sempre com um critério: colocar a vida da classe trabalhadora acima do lucro.
A luta contra a escala 6x1
O PSOL ajudou a levar a luta contra a escala 6×1 ao centro do debate nacional, em diálogo com o movimento Vida Além do Trabalho e outras forças sociais. Com a atuação de Erika Hilton e Rick Azevedo, a mobilização por redução da jornada e mais tempo para viver ganhou dimensão nacional e se converteu em conquista histórica em 2026. A luta expressa uma ideia fundamental: trabalhar para viver não pode significar deixar de viver para trabalhar.
Atuar em lutas concretas por direitos sociais
O PSOL levou ao Supremo Tribunal Federal a ADPF 442, que questiona a criminalização do aborto, e participou de disputas pela ampliação dos direitos LGBTQIA+, pela igualdade de gênero e pelo combate à violência contra as mulheres. Sua marca é afirmar que direitos não podem depender da renda, da identidade, da orientação sexual ou do lugar que cada pessoa ocupa na sociedade.
Fazer da luta antirracista uma disputa pelo poder
A trajetória de Marielle Franco tornou-se símbolo internacional da luta por justiça, memória e contra a violência política. O PSOL abriu espaço para mulheres negras, pessoas trans, lideranças periféricas e militantes dos movimentos populares disputarem as instituições. Mais do que ampliar a diversidade de rostos na política, trata-se de transformar quem decide, quais interesses são representados e construir novas lideranças da esquerda com a cara do povo brasileiro, em toda a sua diversidade.
Defender os povos indígenas e enfrentar a destruição ambiental
O partido é ecossocialista e atuou, ao lado de organizações indígenas e socioambientais, contra o marco temporal, o desmonte da legislação ambiental e a expansão de atividades predatórias. Na pandemia, participou da ADPF 709, que buscou proteger os povos indígenas diante da Covid-19. O PSOL ajudou a afirmar que a crise climática não é um problema distante: envolve território, soberania, desigualdade e as condições de existência das próximas gerações. Somos o partido que colocou, pela primeira vez na história, uma mulher indígena em uma chapa presidencial em 2018 e, depois, elegeu uma bancada do cocar.
Enfrentar os privilégios e a concentração de poder econômico
O PSOL construiu sua identidade na oposição às políticas de austeridade, às privatizações e à concentração de riqueza. Defendeu a tributação dos super-ricos, os direitos dos servidores públicos, a valorização do salário e o fortalecimento dos serviços públicos. Sua atuação parte de uma pergunta incômoda para os poderosos: por que a conta das crises recai sempre sobre quem trabalha, enquanto os privilégios permanecem protegidos?
Acreditar na política do dia a dia e no trabalho de base
O partido se construiu na relação com sindicatos, movimentos feministas, organizações antirracistas, coletivos LGBTQIA+, movimentos de moradia e lutas territoriais. A experiência de mandatos comprometidos com essas mobilizações demonstrou que a representação institucional pode ser instrumento de organização popular, e não um substituto para ela. A política não termina na urna: precisa estar presente nos locais de trabalho, nos bairros e na vida cotidiana.
Renovar a esquerda e ampliar quem pode disputar o futuro
O PSOL ajudou a abrir caminho para novas lideranças, linguagens e formas de participação política. De Marielle Franco à Erika Hilton, de movimentos de moradia às mobilizações da juventude, sua trajetória conectou a tradição socialista a novas experiências de luta e organização. Renovar a representação não é apenas trocar nomes: é trazer para o centro da política sujeitos, conflitos e demandas historicamente marginalizados.
Manter vivo o horizonte socialista
Em um país marcado pela desigualdade, pelo racismo e pela concentração de poder, o PSOL insiste que administrar o possível não basta: é preciso disputar os limites do próprio possível. Sua contribuição é manter aberta a perspectiva de uma sociedade em que a democracia alcance também a economia, a riqueza seja colocada a serviço da maioria e ninguém precise escolher entre sobreviver e viver.
O que significa ser filiado ao PSOL?
O PSOL é um partido socialista, democrático e plural. É um instrumento coletivo de organização popular. Fazemos trabalho de base, disputamos eleições, atuamos nos movimentos sociais e ocupamos as instituições porque sabemos que nenhuma trincheira deve ser abandonada quando o objetivo é ampliar o poder popular. Porque a força do PSOL está em seus filiados e na sua militância, de milhares de histórias de coragem, esperança e organização coletiva no chão do território.
Filiar-se ao PSOL é mais do que assinar uma ficha. É escolher ser camarada. Ser camarada significa reconhecer que ninguém é mais importante do que a causa comum. Significa tratar quem luta ao nosso lado com igualdade, lealdade e solidariedade. Significa compreender que a política não é uma performance individual, mas uma prática coletiva de confiança e responsabilidade.
O camarada compartilha vitórias e derrotas. Aprende e ensina. Organiza e é organizado. Assume tarefas. Escuta. Convence. Constrói. Construímos coletivamente a força necessária para mudar a realidade.
Cada pessoa pode contribuir de acordo com suas possibilidades, experiências e talentos. Há quem organize reuniões, produza comunicação, participe de manifestações, estude, dialogue com vizinhos e colegas de trabalho ou fortaleça processos de formação política. Toda contribuição importa.
Como participar?
O primeiro passo é simples: filiar-se. Depois disso, a sua contribuição é do tamanho das suas possibilidades. Nós acreditamos que toda pessoa tem um talento e toda contribuição faz a diferença.
A transformação começa perto de onde vivemos. Você pode conhecer ou organizar um núcleo no seu bairro, faculdade ou na sua cidade. Participe das reuniões que puder. Ajude a organizar campanhas solidárias, atividades de formação e mobilizações. Trabalho de base é isso: criar vínculos, escutar necessidades concretas e construir respostas coletivas para problemas que parecem individuais. O PSOL precisa de pessoas dispostas a sonhar, mas também a organizar. Pessoas indignadas com as injustiças e comprometidas com a construção de alternativas.
Manifesto final
O futuro não está escrito. Ele será construído pelas escolhas que fazemos hoje.
Se você acredita que o Brasil pode ser mais justo, democrático e solidário, há um lugar para você nessa luta.
Venha para o PSOL. Venha fazer trabalho de base. Venha transformar indignação em organização. Venha construir o socialismo com liberdade.
O PSOL é um partido que reúne quem se recusa a aceitar o sofrimento como destino. Que transforma vozes isoladas em linguagem comum. Gestos em ação coletiva. A experiência cotidiana da injustiça em capacidade organizada de disputar o poder.
Ninguém transforma a realidade sozinho. Mas juntos, somos uma força imparável. Vem tomar partido, vem ser PSOL!

PSOL e a luta pelo socialismo
Ainda vivemos em um país marcado por desigualdades profundas. Enquanto poucos acumulam riquezas e privilégios, milhões enfrentam jornadas exaustivas de trabalho, baixos salários, violência, racismo, machismo, LGBTfobia, destruição ambiental e dificuldades para acessar direitos básicos. Seria fácil concluir que nada pode mudar. Que o mundo é assim mesmo. Que a política é um terreno reservado a uma minoria de poderosos. Mas a história não confirma esse fatalismo.
A escravidão acabou porque houve luta. A democracia foi reconquistada porque houve resistência à ditadura. A jornada de trabalho foi reduzida porque trabalhadores e trabalhadoras se organizaram. O SUS existe porque milhões acreditaram que a saúde deveria ser um direito universal. Cada conquista popular nasceu da coragem coletiva de quem se recusou a aceitar a injustiça como destino.
O verdadeiro motor da história nunca foi a minoria dentro dos palácios. Sempre foi o povo organizado. É dessa tradição que o PSOL faz parte. Defendemos que a liberdade só é verdadeira quando todas as pessoas têm condições reais de exercê-la: acesso à moradia, alimentação, educação, saúde, cultura, trabalho digno e tempo para viver plenamente. Nós acreditamos que outro Brasil é possível: um Brasil sem fome, com teto e trabalho digno; sem racismo, machismo e LGBTfobia; comprometido com a preservação ambiental e com a ampliação radical da democracia. Um Brasil em que todas as pessoas tenham não apenas o direito de sobreviver, mas de viver plenamente, com tempo, dignidade, cultura, afeto, direito de amar e participação política.
Chamamos esse horizonte de socialismo e o defendemos com alegria, entusiasmo e coragem. O socialismo que defendemos é feminista, antirracista, antiLGBTfóbico, ecossocialista e radicalmente democrático. Uma sociedade em que a riqueza produzida coletivamente esteja a serviço do bem comum e em que todas as pessoas tenham condições reais de decidir sobre os rumos da própria vida.
Somos um partido que não nasceu para administrar o que existe tal como está. Nascemos para transformar. Transformar um sistema econômico que concentra riqueza e produz desigualdade. Romper estruturas marcadas pelo racismo e pelo patriarcado. Construir uma democracia feita por muitos e para muitos. E só podemos fazer isso a muitas mãos.