Por que se filiar ao PSOL

A Cartilha de Apresentação do PSOL, na íntegra: nossa história, nossos valores e como participar.

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Nesta página
  1. É importante estarmos unidos: vem pro PSOL!
  2. Vem pro PSOL, o partido da luta antifascista
  3. PSOL e a luta pelo socialismo
  4. 20 anos de história, resistência e esperança
  5. Marcas e valores do PSOL
  6. O que significa ser filiado ao PSOL?
  7. Como participar?
  8. Manifesto final

É importante estarmos unidos: vem pro PSOL!

Há momentos em que não basta torcer. Não basta esperar que alguém faça o que precisa ser feito ou só votar em quem é capaz de defender as causas justas. Estamos justamente em um momento da história em que nos é exigido coragem para defender e para mudar o Brasil. Se estivermos dispersos, o preço pode ser caro demais já que existem forças reacionárias de extrema direita disputando o cotidiano, as ideias, o sentimento e a ação de milhões pelo mundo e pelo Brasil.

Ser do PSOL é construir o destino com as próprias mãos. É descobrir que a dor que parecia apenas minha tem o mesmo sotaque em milhares de casas. Que a revolta contra as injustiças que aperta o peito também habita outros corpos. Que o desejo obstinado de uma vida melhor não é uma fraqueza íntima, mas é uma força. Tomar partido é reconhecer que a indignação, sozinha, se dispersa. A esperança, sozinha, corre o risco de se tornar apenas espera. É por isso que existem os partidos.

Um partido é a memória organizada das lutas populares. É a ferramenta que transforma revolta em estratégia. É onde a solidariedade ganha permanência e a esperança adquire método. Tomar partido é dizer: nada sobre nós sem nós. É descobrir que aquilo que sentimos individualmente, a revolta diante da injustiça, o desejo de uma vida melhor, pode se transformar em vontade coletiva. É decidir transformar indignação em organização. Solidão em comunidade. Esperança em ação.

Infelizmente, no andar de cima, foi construída a ideia de que a política pertence aos profissionais do poder. Que nada poderia mudar e o nosso papel era suportar: o ônibus lotado, o preço do feijão, o medo ao voltar para casa, a fila do posto de saúde, o salário que não alcança o fim do mês. E muitos acreditaram. Mas há uma mentira maior do que todas as outras: a de que a nossa ausência seria melhor. Não é. Porque se os de baixo abandonarem a política, os de cima continuarão fazendo política todos os dias.

Porque ninguém transforma a realidade sozinho. Mas quando quem carrega o mundo nas costas descobre a força que têm; quando a indignação encontra organização; quando gente comum decide fazer coisas extraordinárias juntas, a história muda de lado. Esta cartilha é um convite para conhecer o PSOL, sua história, seus valores e suas lutas. Mas, sobretudo, um convite para descobrir que você não está sozinho(a) e juntos podemos ser mais fortes.

Chegou a hora, vem tomar partido com o PSOL!

Vem pro PSOL, o partido da luta antifascista

Ser do PSOL é dar um passo importante para a luta antifascista. Somos conscientes de que essa é a luta mais importante para a nossa geração. Essa tarefa não é só de quem foi eleito, pelo contrário, ela precisa se tornar uma compreensão e uma ação de milhões de pessoas pelo mundo para que possa ser plenamente vitoriosa.

O PSOL é um instrumento para essa luta que precisa ser organizada nas ruas, nas redes, nos bairros, nas escolas, universidades e local de trabalho. Afinal a política atravessa a nossa vida concreta, o que existe de mais urgente, mas alcança também os acontecimentos mais extraordinários da história. A política está na mesa do café da manhã e no prato que falta. Na escola que acolhe. No posto de saúde. Na floresta preservada ou reduzida a cinzas. No tempo roubado pelo transporte. Na riqueza produzida por milhões de mãos e apropriada por poucos bolsos. A política é o nome que damos às escolhas que organizam a vida.

O PSOL está do lado da trincheira que sabe que a extrema direita é a defensora dos privilégios de um sistema que produz exaustão, isolamento e competição permanente, de uma vida em que tudo virou desempenho, algoritmo e mercadoria. Enquanto eles defendem os interesses de bancos, bets e bilionários e espalham violência, a juventude e a classe trabalhadora fazem sacrifícios diários. Mas eles não são invencíveis. Precisamos e podemos derrubar o sistema que pariu a extrema direita e impedir que eles continuem a disputar o poder.

Por isso, nós resistimos à barbárie, defendemos a unidade de toda a esquerda para resistir nas ruas e nas eleições, mas também precisamos ir além na construção de um projeto socialista e popular para o nosso país. Afinal, o Brasil está entrando em uma nova etapa histórica. E ela será definida por uma pergunta simples: quem terá coragem de construir o futuro? O futuro não pertence aos que lucram com a guerra, com a fome e com a destruição do planeta. O futuro não pertence aos donos das plataformas, nem aos que usam o medo como projeto político. É, por isso, que o PSOL também disputa a esperança e a imaginação com o futuro, defende a vida acima do lucro e luta por uma vida rica de sentido.

O futuro está vindo para provar que é possível renovar a esquerda, sem abandonar o melhor da história que foi construída até aqui. Está vindo para fortalecer a voz das ruas. Nós temos esperança no futuro. Esperança não é espera. Esperança é movimento. Esperança é organização. Esperança é gente comum decidindo fazer coisas extraordinárias juntas. Filie-se. Venha disputar o futuro no presente com a gente.

PSOL e a luta pelo socialismo

Ainda vivemos em um país marcado por desigualdades profundas. Enquanto poucos acumulam riquezas e privilégios, milhões enfrentam jornadas exaustivas de trabalho, baixos salários, violência, racismo, machismo, LGBTfobia, destruição ambiental e dificuldades para acessar direitos básicos. Seria fácil concluir que nada pode mudar. Que o mundo é assim mesmo. Que a política é um terreno reservado a uma minoria de poderosos. Mas a história não confirma esse fatalismo.

A escravidão acabou porque houve luta. A democracia foi reconquistada porque houve resistência à ditadura. A jornada de trabalho foi reduzida porque trabalhadores e trabalhadoras se organizaram. O SUS existe porque milhões acreditaram que a saúde deveria ser um direito universal. Cada conquista popular nasceu da coragem coletiva de quem se recusou a aceitar a injustiça como destino.

O verdadeiro motor da história nunca foi a minoria dentro dos palácios. Sempre foi o povo organizado. É dessa tradição que o PSOL faz parte. Defendemos que a liberdade só é verdadeira quando todas as pessoas têm condições reais de exercê-la: acesso à moradia, alimentação, educação, saúde, cultura, trabalho digno e tempo para viver plenamente. Nós acreditamos que outro Brasil é possível: um Brasil sem fome, com teto e trabalho digno; sem racismo, machismo e LGBTfobia; comprometido com a preservação ambiental e com a ampliação radical da democracia. Um Brasil em que todas as pessoas tenham não apenas o direito de sobreviver, mas de viver plenamente, com tempo, dignidade, cultura, afeto, direito de amar e participação política.

Chamamos esse horizonte de socialismo e o defendemos com alegria, entusiasmo e coragem. O socialismo que defendemos é feminista, antirracista, antiLGBTfóbico, ecossocialista e radicalmente democrático. Uma sociedade em que a riqueza produzida coletivamente esteja a serviço do bem comum e em que todas as pessoas tenham condições reais de decidir sobre os rumos da própria vida.

Somos um partido que não nasceu para administrar o que existe tal como está. Nascemos para transformar. Transformar um sistema econômico que concentra riqueza e produz desigualdade. Romper estruturas marcadas pelo racismo e pelo patriarcado. Construir uma democracia feita por muitos e para muitos. E só podemos fazer isso a muitas mãos.

20 anos de história, resistência e esperança

Em 2025, o Partido Socialismo e Liberdade celebrou orgulhosamente duas décadas desde a sua legalização, que foi conquistada em 15 de setembro de 2005. O surgimento do PSOL foi um marco na esquerda brasileira, porque colocou em cena um novo instrumento político a serviço da reconstrução de um projeto socialista à altura dos desafios do século XXI: profundamente democrático, enraizado nas lutas sociais e orientado pela transformação estrutural da sociedade brasileira.

Desde então, o PSOL esteve presente nos momentos mais importantes da vida política brasileira. Manteve o seu compromisso histórico de enfrentar propostas neoliberais que atacam direitos sociais essenciais do povo brasileiro. Defendeu a democracia diante do golpe contra Dilma Rousseff de 2016. Foi um agente protagonista da unidade da esquerda para combater a extrema direita, sem medo de fazer o justo enfrentamento com o centrão e o conservadorismo. Não demos um minuto de paz para os governos Temer e Bolsonaro. Atuamos na defesa da classe trabalhadora, do povo que vive nas periferias, da juventude, dos povos indígenas, das mulheres, da população negra, da comunidade LGBTQIA+, do meio ambiente e dos serviços públicos.

Em mais de 20 anos de estrada, o PSOL ajudou a projetar lideranças reconhecidas por sua combatividade e compromisso com as causas populares. O partido cresceu e amadureceu, sem abrir mão do seu compromisso com a radicalidade, com a utopia na disputa do futuro e a disposição de luta pelas necessidades concretas e urgentes do povo brasileiro.

Tudo isso transformou o PSOL em um partido necessário para a renovação das ideias de esquerda no país e em uma força política com a ousadia e a disposição de disputar ativamente a hegemonia na sociedade brasileira. Temos orgulho do passado, somos mais de 300 mil filiados em todo o país, mas sabemos que ainda há muito pela frente para conquistar. Mais vale o futuro que ainda estamos por construir juntos!

Marcas e valores do PSOL

  1. Nascer da coragem de não abrir mão dos princípios

    O PSOL nasceu em 2004, quando parlamentares foram expulsos do PT por se oporem à reforma da Previdência do primeiro governo Lula. Sua origem foi uma escolha política: não aceitar que governar significasse abandonar compromissos históricos com os direitos sociais dos trabalhadores.

  2. Fazer um partido militante, com as próprias mãos

    O PSOL conquistou seu registro eleitoral em 2005 por meio de uma campanha nacional de coleta de assinaturas, mobilizando milhares de pessoas. Nasceu da militância e, desde o início, afirmou que a política pode ser construída de baixo para cima, com participação, organização e compromisso coletivo.

  3. Defender a democracia sem renunciar à radicalidade

    O PSOL denunciou o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, como um golpe contra o povo brasileiro e esteve na linha de frente da resistência ao avanço autoritário. Enfrentou o bolsonarismo nas ruas, no Congresso e nos tribunais, provando que é possível construir a máxima unidade da esquerda contra os retrocessos, realizar a defesa das liberdades democráticas e seguir na disputa dos rumos do país, com as mudanças estruturais em favor do povo brasileiro e da juventude.

  4. Colocar a vida acima do lucro e combater o negacionismo

    Durante a pandemia, o partido defendeu incansavelmente a vacinação, o SUS e a proteção de quem mais precisava. Disputou a ampliação do valor do auxílio emergencial para R$ 600 e a garantia de duas cotas, de R$ 1.200, para famílias monoparentais. Também atuou judicialmente contra despejos e remoções nas periferias durante a crise sanitária. Diante do negacionismo, afirmou a defesa da ciência. Sempre com um critério: colocar a vida da classe trabalhadora acima do lucro.

  5. A luta contra a escala 6x1

    O PSOL ajudou a levar a luta contra a escala 6×1 ao centro do debate nacional, em diálogo com o movimento Vida Além do Trabalho e outras forças sociais. Com a atuação de Erika Hilton e Rick Azevedo, a mobilização por redução da jornada e mais tempo para viver ganhou dimensão nacional e se converteu em conquista histórica em 2026. A luta expressa uma ideia fundamental: trabalhar para viver não pode significar deixar de viver para trabalhar.

  6. Atuar em lutas concretas por direitos sociais

    O PSOL levou ao Supremo Tribunal Federal a ADPF 442, que questiona a criminalização do aborto, e participou de disputas pela ampliação dos direitos LGBTQIA+, pela igualdade de gênero e pelo combate à violência contra as mulheres. Sua marca é afirmar que direitos não podem depender da renda, da identidade, da orientação sexual ou do lugar que cada pessoa ocupa na sociedade.

  7. Fazer da luta antirracista uma disputa pelo poder

    A trajetória de Marielle Franco tornou-se símbolo internacional da luta por justiça, memória e contra a violência política. O PSOL abriu espaço para mulheres negras, pessoas trans, lideranças periféricas e militantes dos movimentos populares disputarem as instituições. Mais do que ampliar a diversidade de rostos na política, trata-se de transformar quem decide, quais interesses são representados e construir novas lideranças da esquerda com a cara do povo brasileiro, em toda a sua diversidade.

  8. Defender os povos indígenas e enfrentar a destruição ambiental

    O partido é ecossocialista e atuou, ao lado de organizações indígenas e socioambientais, contra o marco temporal, o desmonte da legislação ambiental e a expansão de atividades predatórias. Na pandemia, participou da ADPF 709, que buscou proteger os povos indígenas diante da Covid-19. O PSOL ajudou a afirmar que a crise climática não é um problema distante: envolve território, soberania, desigualdade e as condições de existência das próximas gerações. Somos o partido que colocou, pela primeira vez na história, uma mulher indígena em uma chapa presidencial em 2018 e, depois, elegeu uma bancada do cocar.

  9. Enfrentar os privilégios e a concentração de poder econômico

    O PSOL construiu sua identidade na oposição às políticas de austeridade, às privatizações e à concentração de riqueza. Defendeu a tributação dos super-ricos, os direitos dos servidores públicos, a valorização do salário e o fortalecimento dos serviços públicos. Sua atuação parte de uma pergunta incômoda para os poderosos: por que a conta das crises recai sempre sobre quem trabalha, enquanto os privilégios permanecem protegidos?

  10. Acreditar na política do dia a dia e no trabalho de base

    O partido se construiu na relação com sindicatos, movimentos feministas, organizações antirracistas, coletivos LGBTQIA+, movimentos de moradia e lutas territoriais. A experiência de mandatos comprometidos com essas mobilizações demonstrou que a representação institucional pode ser instrumento de organização popular, e não um substituto para ela. A política não termina na urna: precisa estar presente nos locais de trabalho, nos bairros e na vida cotidiana.

  11. Renovar a esquerda e ampliar quem pode disputar o futuro

    O PSOL ajudou a abrir caminho para novas lideranças, linguagens e formas de participação política. De Marielle Franco à Erika Hilton, de movimentos de moradia às mobilizações da juventude, sua trajetória conectou a tradição socialista a novas experiências de luta e organização. Renovar a representação não é apenas trocar nomes: é trazer para o centro da política sujeitos, conflitos e demandas historicamente marginalizados.

  12. Manter vivo o horizonte socialista

    Em um país marcado pela desigualdade, pelo racismo e pela concentração de poder, o PSOL insiste que administrar o possível não basta: é preciso disputar os limites do próprio possível. Sua contribuição é manter aberta a perspectiva de uma sociedade em que a democracia alcance também a economia, a riqueza seja colocada a serviço da maioria e ninguém precise escolher entre sobreviver e viver.

O que significa ser filiado ao PSOL?

O PSOL é um partido socialista, democrático e plural. É um instrumento coletivo de organização popular. Fazemos trabalho de base, disputamos eleições, atuamos nos movimentos sociais e ocupamos as instituições porque sabemos que nenhuma trincheira deve ser abandonada quando o objetivo é ampliar o poder popular. Porque a força do PSOL está em seus filiados e na sua militância, de milhares de histórias de coragem, esperança e organização coletiva no chão do território.

Filiar-se ao PSOL é mais do que assinar uma ficha. É escolher ser camarada. Ser camarada significa reconhecer que ninguém é mais importante do que a causa comum. Significa tratar quem luta ao nosso lado com igualdade, lealdade e solidariedade. Significa compreender que a política não é uma performance individual, mas uma prática coletiva de confiança e responsabilidade.

O camarada compartilha vitórias e derrotas. Aprende e ensina. Organiza e é organizado. Assume tarefas. Escuta. Convence. Constrói. Construímos coletivamente a força necessária para mudar a realidade.

Cada pessoa pode contribuir de acordo com suas possibilidades, experiências e talentos. Há quem organize reuniões, produza comunicação, participe de manifestações, estude, dialogue com vizinhos e colegas de trabalho ou fortaleça processos de formação política. Toda contribuição importa.

Como participar?

O primeiro passo é simples: filiar-se. Depois disso, a sua contribuição é do tamanho das suas possibilidades. Nós acreditamos que toda pessoa tem um talento e toda contribuição faz a diferença.

A transformação começa perto de onde vivemos. Você pode conhecer ou organizar um núcleo no seu bairro, faculdade ou na sua cidade. Participe das reuniões que puder. Ajude a organizar campanhas solidárias, atividades de formação e mobilizações. Trabalho de base é isso: criar vínculos, escutar necessidades concretas e construir respostas coletivas para problemas que parecem individuais. O PSOL precisa de pessoas dispostas a sonhar, mas também a organizar. Pessoas indignadas com as injustiças e comprometidas com a construção de alternativas.

Manifesto final

O futuro não está escrito. Ele será construído pelas escolhas que fazemos hoje.

Se você acredita que o Brasil pode ser mais justo, democrático e solidário, há um lugar para você nessa luta.

Venha para o PSOL. Venha fazer trabalho de base. Venha transformar indignação em organização. Venha construir o socialismo com liberdade.

O PSOL é um partido que reúne quem se recusa a aceitar o sofrimento como destino. Que transforma vozes isoladas em linguagem comum. Gestos em ação coletiva. A experiência cotidiana da injustiça em capacidade organizada de disputar o poder.

Ninguém transforma a realidade sozinho. Mas juntos, somos uma força imparável. Vem tomar partido, vem ser PSOL!

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